Política da China X Direitos Humanos

sábado, 16 de agosto de 2008



Com dimensões continentais, a China é o país mais populoso do planeta, herdeira de uma civilização com mais de quatro mil anos de registros históricos contínuos. A China é um país muito criticado pelo Ocidente, por seu constante desrespeito aos Direitos Humanos; característica que tem raízes históricas.
Seu atual regime político, autoritário e altamente repressor, é o Socialismo de partido único (PCCh - Partido Comunista Chinês), fundado em 1922 por MaoTsé-tung com o objetivo de lutar contra os senhores feudais do norte do país. Depois da morte do presidente militar nacionalista Sun Yat-sen, em 1925, os comunistas se aliaram aos nacionalistas (Kuomintang), mas foram colocados na clandestinidade em 1927, após terem sido violentamente reprimidos em uma insurreição operária.
Por ocasião da invasão japonesa na II Guerra Mundial, os comunistas liderados por Mao, prestigiados pela Grande Marcha, acabam forçados a se reconciliarem com os kuomitangs. Finda a II Guerra, a guerra civil é retomada e vencida pelos comunistas, que proclamam no território continental a República Popular da China, com Mao como seu dirigente supremo. Tem início aí uma brutal repressão aos contra-revolucionários, resultando em mais de 5 milhões de mortos em apenas dois anos. Aliada à URSS na Guerra Fria, a China anexa o Tibet. Em 1956, quando as críticas ao governo ultrapassam os limites que Mao se dispunha a tolerar, o regime reage com a Campanha Antidireitista e milhares de intelectuais são perseguidos, presos e mortos.
Em 1958, o Grande Salto que visava tornar o país desenvolvido e igualitário em tempo recorde, obriga os camponeses a se juntar em gigantescas comunas agrícolas, que acabam por desorganizar a econômia e matar milhões de chineses de fome. Afastado, Mao lança uma ofensiva para voltar ao poder com o apoio dos jovens colegiais e universitários, que formam a Guarda Vermelha e desencadeiam brutais perseguições aos intelectuais e políticos contrários a ele. Em 1969, Mao usa sua Guarda Vermelha para liquidar seus próprios aliados sob a acusação de extremismo.
Após a morte de Mao Tsé-tung, em 1976, os comunistas na disputa pelo poder perseguem, prendem, julgam e condenam a mulher de Mao, Jiang Qing, e seus aliados. Na década de 80, sob a política das Quatro Grandes Modernizações (indústria, agricultura, ciência e tecnologia, e forças armadas), a China se revigora economicamente, mas um terço de sua população vive na miséria quase total. A abertura econômica estimula reivindicações pela democracia e gera uma onda de manifestações estudantis que, em 1989, resultam em um confronto conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, no qual foram mortos mais de cinco mil jovens.


Foto 1 - Imagem de um manifestante se colocando à frente e desviando uma coluna de tanques circulou o mundo inteiro e foi amplamente divulgada pela mídia. Mas o que pouca gente sabe é que enquanto essa imagem heróica estava sendo divulgada, outros indivíduos estavam a poucos metros desse local tentando fazer a mesma coisa, porém, sem o mesmo sucesso.


Foto 2 - Imagem de um manifestante chinês com as pernas esmagadas por um tanque, dá uma noção da brutalidade da repressão chinesa. Nota do site: “Essa foto foi pega em um site chinês; pelo que entendi (antes de ter sido bloqueado), o rapaz pode ser considerado um sortudo, já que ele conseguiu sobreviver.”


Depois desse episódio, a política chinesa foi endurecida ainda mais, milhares de chineses são presos, torturados e mortos a cada ano sob as mais diversas alegações. A China é a campeã mundial disparada na aplicação da pena de morte. Segundo o relatório da Anistia Internacional divulgado em 1997, só em 1996 foram executados quatro mil chineses. Atualmente, a Organização dos Direitos Humanos aponta como responsável a Operação Golpe Duro que visa combater a corrupção, o tráfico de drogas, a prostituição e a distribuição de pornografia. Mas a China é ainda acusada de uso generalizado de tortura e prisões por parte da própria sociedade civil, como forma de escravizar a mão-de-obra local em função da abertura econômica que continua em ritmo vertiginoso. Indiferente aos protestos internacionais pela libertação do Tibet, a China segue sua Modernização Vigiada, com um quadro repleto de “medalhas de ouro” em violação dos Direitos Humanos.

Alunos, pesquisadores, autores do 3oD:
André Ribeiro, Gabriel Victor, Gustavo, Mariana Júlio e Thaís Figueira.

Fonte de pesquisa:
Almanaque Abril, 2008.
PENA, Asian. Panorama Histórico da Humanidade. São Paulo: Editora Bloch, 2000.
BARIDON, Padro. História Universal. Barcelona: Editora Kapelusz, 1997.
SCHNERB, Robert. História Geral das Civilizações. Rio de Janeiro: Editora Ática, 1986.
http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=2099

Foto 3 - ISSO TAMBÉM NÃO É UM DESRESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS?

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